terça-feira, 8 de maio de 2012

Quando ceder não pesa






È fato que em todo relacionamento é preciso ceder, conceder e, aliás, ter bom senso,partilhar e até mesmo fazer algo que não se está muito afim de fazer para ver o outro feliz. A felicidade do outro é capaz de nos levar a grandes esforços pessoais sem sentirmos o peso do trabalho ,isso acontece devido, ao amor presente nas relações humanas.
       Por amor, a mãe passa  noites em claro para cuidar da criança doente e pela manhã vai ao trabalho cansada e quando retorna seu cansaço foi embora ao ver a criança curada correndo pela casa.Ri do choro de seu filho ao cair no chão ,pois trombou com um móvel, ela o socorre e por dentro suspira, ele está vivo  graças a Deus.
       Pelo amor, o namorado busca a namorada todas as noites na faculdade, briga com o sono só para poder levá-la para casa são e salva e dar um beijo de boa noite.Poder ouvir ,com aquele jeito todo dengoso que só  ela tem, que  está com frio e ele abraça e sente o melhor cheiro do mundo que é só dela.Por outro lado ela o acompanha nos entediantes almoços de família dele, mas ele se sente tão bem  em meio aos sobrinhos,avós e tios que ela nem sente o esforço que faz.
       Na amizade, amor sincero que a gente não escolhe, aprendemos a relevar certas ranhetices , ciúmes sem fundamentos ou somos o ombro amigo que tanto precisam, somos aquele palhaço que o amigo precisa em noite de sexta porque a namorada o chutou. Ao vermos que ele está bem nem percebemos o tempo que despendemos e nos sentimos importante por sermos uteis.
       Se por um lado o amor nos dá a capacidade de fazer sacrifícios sem sentir , sem pesar , é preciso ter bom senso para que não se almeje mas do que se pode ter.Esperar mais do que outro pode oferecer, idealizar ações que só o cinema proporciona  as  chances  de nos frustrarmos  aumenta.
       Doar-se sem medida  faz com o que outro sempre leve um pedacinho nós e ao final não sabemos que nós realmente somos , pois nos tornamos tão aquilo que achamos que o outro deseja ,que perdermos o encanto inerente aos primeiros tempos de paixão. Ceder sem bom senso  tira a individualidade e ao fim de uma história nos tornamos um monte de cacos quebrados que levarão tempos para se recompor e nunca ficarão do mesmo jeito.
       A doação sem medida me fez lembrar a frase da personagem Cristina Yang no seriado  Grey’s Anatomy e tomo esse excerto como um exemplo do  ceder sem pesar quando se está apaixonado e as suas influências sobre os seres humanos.
Ele tomou algo de mim. Ele levou pequenos pedaços de mim, pedacinhos de cada vez, tão pequenos que eu nem percebia. Ele queria que eu fosse alguma coisa que eu não era e eu me tornei aquilo que ele queria que eu fosse. Um dia eu era eu, Cristina Yang e, de repente, eu estava mentindo por ele, arriscando minha carreira, aceitando me casar, usar uma aliança e ser uma noiva. Aí eu acabei me vestindo de noiva, fiquei sem sobrancelhas e aí eu tinha deixado de ser a Cristina Yang. E mesmo assim, eu me casaria com ele. Eu teria me casado com ele. Eu me perdi há muito tempo e agora eu finalmente voltei a ser eu mesma, eu não consigo. Eu te amo. Te amo mais do que amei o Burke. Eu te amo e isso me assusta demais, pois quando você me pediu para ignorar a mensagem da Teddy, eu ignorei. E isso nunca mais irá acontecer.
È preciso ter clareza de quem somos e o que realmente queremos ser para que sejamos inteiros e possamos contribuir para cada relacionamento, ninguém precisar ser completado, pois não somos metades, mas devemos ser parceiros e não submissos ao outro.


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