È fato que em todo relacionamento é
preciso ceder, conceder e, aliás, ter bom senso,partilhar e até mesmo fazer
algo que não se está muito afim de fazer para ver o outro feliz. A felicidade
do outro é capaz de nos levar a grandes esforços pessoais sem sentirmos o peso
do trabalho ,isso acontece devido, ao amor presente nas relações humanas.
Por amor, a mãe passa noites em claro para cuidar da criança doente
e pela manhã vai ao trabalho cansada e quando retorna seu cansaço foi embora ao
ver a criança curada correndo pela casa.Ri do choro de seu filho ao cair no chão
,pois trombou com um móvel, ela o socorre e por dentro suspira, ele está
vivo graças a Deus.
Pelo amor, o namorado busca a namorada
todas as noites na faculdade, briga com o sono só para poder levá-la para casa
são e salva e dar um beijo de boa noite.Poder ouvir ,com aquele jeito todo
dengoso que só ela tem, que está com frio e ele abraça e sente o melhor
cheiro do mundo que é só dela.Por outro lado ela o acompanha nos entediantes
almoços de família dele, mas ele se sente tão bem em meio aos sobrinhos,avós e tios que ela nem
sente o esforço que faz.
Na amizade, amor sincero que a gente não
escolhe, aprendemos a relevar certas ranhetices , ciúmes sem fundamentos ou
somos o ombro amigo que tanto precisam, somos aquele palhaço que o amigo
precisa em noite de sexta porque a namorada o chutou. Ao vermos que ele está
bem nem percebemos o tempo que despendemos e nos sentimos importante por sermos
uteis.
Se por um lado o amor nos dá a capacidade
de fazer sacrifícios sem sentir , sem pesar , é preciso ter bom senso para que
não se almeje mas do que se pode ter.Esperar mais do que outro pode oferecer,
idealizar ações que só o cinema proporciona
as chances de nos frustrarmos aumenta.
Doar-se sem medida faz com o que outro sempre leve um pedacinho
nós e ao final não sabemos que nós realmente somos , pois nos tornamos tão
aquilo que achamos que o outro deseja ,que perdermos o encanto inerente aos
primeiros tempos de paixão. Ceder sem bom senso
tira a individualidade e ao fim de uma história nos tornamos um monte de
cacos quebrados que levarão tempos para se recompor e nunca ficarão do mesmo
jeito.
A doação sem medida me fez lembrar a frase
da personagem Cristina Yang no seriado
Grey’s Anatomy e tomo esse excerto como um exemplo do ceder sem pesar quando se está apaixonado e
as suas influências sobre os seres humanos.
Ele tomou algo de mim. Ele
levou pequenos pedaços de mim, pedacinhos de cada vez, tão pequenos que eu nem
percebia. Ele queria que eu fosse alguma coisa que eu não era e eu me tornei
aquilo que ele queria que eu fosse. Um dia eu era eu, Cristina Yang e, de
repente, eu estava mentindo por ele, arriscando minha carreira, aceitando me
casar, usar uma aliança e ser uma noiva. Aí eu acabei me vestindo de noiva,
fiquei sem sobrancelhas e aí eu tinha deixado de ser a Cristina Yang. E mesmo
assim, eu me casaria com ele. Eu teria me casado com ele. Eu me perdi há muito
tempo e agora eu finalmente voltei a ser eu mesma, eu não consigo. Eu te amo.
Te amo mais do que amei o Burke. Eu te amo e isso me assusta demais, pois
quando você me pediu para ignorar a mensagem da Teddy, eu ignorei. E isso nunca
mais irá acontecer.
È
preciso ter clareza de quem somos e o que realmente queremos ser para que
sejamos inteiros e possamos contribuir para cada relacionamento, ninguém
precisar ser completado, pois não somos metades, mas devemos ser parceiros e não
submissos ao outro.

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