sexta-feira, 25 de setembro de 2015

O fogão e o Coração





Acreditem o ato de cozinhar vai muito além de colocar alimento na panela e forjá-lo no fogo, está acima de qualquer técnica, manual ou receita, cozinhar é magia, bruxaria, é entregar o coração por uma refeição repetida, é fazer olhos brilharem de nossos comensais. Cozinhar é arte de agregar, demonstrar o amor pelos nossos, é criar laços pessoais fortes e motivos para estar juntos e jogar aquele papo fiado.
Não se ensina ninguém a ser bruxa(o), se nasce bruxa(o) e aperfeiçoa depois, logo não se ensina ninguém a colocar amor e alma no alimento de cada dia. O feitiço está no pouco e no simples é como pegar tudo que tem na geladeira e combinar para que a alegria dos nossos evada a casa após aquela refeição degustada cheia de fome, de expectativa e de amor. È agradar a criança com aquele ovo frito, agradar ao pai com o carneiro assado ou mesmo a mãe com pudim ou marido com aquela carne moída sem graça, mas que ele acha sempre o máximo
Não se iluda, o cozinheiro de alma e coração tem suas manias e um ego muito frágil apesar de fazer de sua arte algo fácil de jogar na panela e tcham tcham, a comida delícia se fez, ele tem seus próprios métodos e chatices. Então vamos entender como esse ser único funciona: Nunca mesmo, em hipótese nenhuma, mexa na suas panelas ou se intrometa na sua cozinha. Ele é o artista das panelas que baila entre as chamas, assados, cozidos e frituras logo precisa de elogios, não se acanhem, elogie de forma sincera, por mais que ele saiba que ficou bom, por que ele se empenhou muito, uma massagem no ego sempre faz bem. Tem suas próprias manias para escolher seus ingredientes bem como suas marcas preferidas.
 O cozinheiro de alma é humilde, podem acreditar, pois nunca seu  prato é sempre bom o suficiente, sempre acha que é bondade dos outros o elogio, ele é muito crítico de si mesmo, busca melhorar, para ele falta algo que ele não sabe o que é, mas corre atrás da batida perfeita e vai misturando sabores, cheiros e textura pela vida.
Um cozinheiro de alma e coração nunca segue a receita à risca, quer dizer, só a primeira vez, para saber como faz e depois vai aprimorando, dá o seu toque pessoal a cada receita, cada refeição sempre será única. Segue sua intuição quando coloca alimentos diversos e crê que vai certo e realmente dá, usa seu olfato para saber se está pronto e nunca o relógio. Cozinha na pressa e na pressão sempre põe amor no que faz, também cozinha na calmaria e no fogo baixo.
Todo cozinheiro de alma tem seu dom instigado pela necessidade de não passar fome ou pelo prazer de comer, pouco precisou ser ensinado ou aprendeu sozinho, o bichinho da paixão pela cozinha se manifestou nos olhares curiosos de criança vendo alguém cozinhar ou foi atraído pelo cheiro da fome ao entrar em casa ou foi na tentativa e erro que o artista da panela apareceu. A paixão pela cozinha e na cozinha não se explica apenas se tem e nunca fica sem. Não há  cozinha sem paixão e nem vida sem tesão , cozinhar é vida, é feitiço que inebria e entontece é o sal da terra , o pulsar das veias.

Chuva

Que a chuva venha para lavar minha alma em dia penúria.
Leve para longe as lágrimas que rolaram desde a tua partida.
Que toda tempestade vire a bonança, que toda lágrima vire um sorriso e uma alma em paz.
E depois da chuva, da lavagem da alma, que a alegria brote, que o coração palpite de novo na espera pela tua chegada.
Entre tantas chegadas e partidas, entre tantos risos e lágrimas a única certeza que fica é o nosso amor ter virado o nosso lar.
Nossos corações se tornaram guardiões da alma um do outro, a minha casa estará no seu coração e tua casa sempre ficará aqui no meu peito.
Não importa se nos encontraremos em São Paulo, Roma, Disneylândia ou na terra do Nunca, eu preciso de você e que não venha mais ninguém.
Nosso amor cresce no silêncio, no sussurro, no gemido, na ausência e mais ainda na vontade de estar presente seja em qualquer lugar do planeta ou no entre-lugar, no meio do caminho, numa ponte área ou numa rodoviária da vida.


domingo, 14 de junho de 2015

Eu não sou obrigada

Refletindo sobre o enorme marketing em torno do dia dos namorados e como isso afeta os solteiros percebi duas posições distintas: a primeira de rebeldia em que muitos afirmam que a solteirice é a melhor coisa que inventaram e a outra de tristeza e fracasso diante das propagandas românticas, dos filmes melosos da televisão. Para o segundo grupo qualquer demonstração de carinho pelos namorados se torna um tempestade e chegam a reclamar: precisa de toda essa melação?
Pensando em tudo isso, lembrei de uma amiga muita segura de si e amante de sua solteirice que passa imune aos apelos do dia dos namorados. Ela sempre usava esta frase: Eu não sou obrigada: a meia relação, a um sexo ruim e a submissão da minha vontade. Ela tinha muita razão nessa maneira de pensar; não se via como uma fracassada em relação aos relacionamentos pois a cada caso, rolo ou namoro vivia de forma leal consigo mesma, estava ali por vontade, por afeto, seu amor era uma concessão que ela dava aos outros por um tempo ou por quanto tempo ele merecesse.
Esse jeitão livre de ser sempre era alvo de críticas do círculo de amizade que frequentava. As mulheres sempre lhe diziam que ela precisava sossegar, pois não arrumaria marido, ficaria pra tia em fim e ela respondia com o sorriso mais iluminado do mundo: Não preciso de um namoro que não me complete , não desperte o melhor em mim, eu não sou obrigada a ficar com alguém por status social, eu fico com alguém que eu curto, que a putaria seja muito boa e a gente seja parceiro.
Esta mulher é um exemplar raro, segura de si dita suas próprias regras em relação a vida, ao corpo e se torna todo dia mais apaixonante e alvo de inveja de outras mulheres que se perguntam o que ela tem que eu não tenho? Por que ela troca de homem como troca de roupa? Eu só queria um pra namorar e na horta dela sempre chove?
Eu lhe digo o que ela tem: sinceridade com ela mesma, ela está aberta a conhecer o melhor das pessoas sem compromisso, ela espera que a história se desenrole sem o felizes para sempre, ela é do time vamos ver o que dá. Ela só faz sexo com quem tem vontade e quem ela está a vontade, ela é muito Leila Diniz: eu posso dar para quem eu quiser, mas não vai ser para qualquer um.

Ela não é santa nem puta, é gente como todo mundo que fica triste, que sorri, que tem Tpm, que tem amigos, gosta de bicho e de gente, tem brincos, tatuagens e que chora escondido no banheiro quando está magoada, que faz drama quando quer e precisa. Ela é gente como todo mundo a diferença está em se permitir, em se doar, em viver. Ela não se preocupa com o que vão dizer ou pensar dela, em cobrar do carinha um compromisso depois do sexo, de sair com o cara mais bonito da cidade. Ela só pensa em ser feliz, curtir a vida e gozar direitinho e regularmente. É pedir demais?

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Desfaz o bico e vem cá.


Não há motivo sério para você me ignorar, liga esse telefone que eu tenho um plano indecente para nós dois essa noite. Meu bem, vem cá, eu vou bem de mansinho com aquele jeito matreiro e sacana que só eu tenho. Eu sei que você que não está bravo de verdade, isso é birra besta que comigo não cola, pois sou cobra ardilosa pronta para bote.
Me liga vai, corre aqui pra casa, que eu prometo barba, cabelo e bigode, vem logo, eu tenho pressa de você, não quero esperar muito para sentir seus lábios no meu pescoço só pra ver os pelos arrepiarem, quero seu vocabulário mais sujo no meu ouvido, anseio seu beijo mais sacana, sua destreza em me pôr na parede e fazer de mim o que bem quiser.

Meu sexo deseja o seu naquele vai e vem encaixado que faz ver estrelas, luas e o que mais a gente quiser, quero molhar o lençol, gritar para os vizinhos ouvirem e sentir inveja do orgasmo da puta mais bem comida do universo, e depois de tudo quero ficar de perna bamba e cabelo bagunçado e sorriso colorido.

domingo, 19 de abril de 2015

Antes de dormir

Antes de dormir minhas pálpebras cerravam bem devagarinho, mas a cabeça estava a mil, teimando em desligar, evitando trazer o sono tranquilo, meus pensamentos dirigiam-se a ti. Pensava na nossa última conversa, no ultimo abraço, nas primeiras lágrimas que caíram após a sua partida e busquei forças para continuar a vida. Me impus buscar forças para caminhar com você a distância, pois você é a minha vontade de voltar para casa, é minha gana de lutar por um futuro melhor e de realizar os nossos sonhos. Eu busco a coragem de levantar da cama todos dias e contemplar os dias de sol e os dias de chuva, pois a cada dia levantado é sempre um dia menos para sua volta, o seu cheiro, o seu beijo fica sempre mais perto a cada dia que eu acordo;
A todo momento vou me adaptando a uma situação que eu não conhecia: a solidão. Não esmoreço, persisto, insisto, busco minha resiliência, acredito nas provações que a vida impõe para saber se somos dignos dela, pois viver é sempre lutar um bom combate, é levantar a cabeça diante da consciência limpa e comemorar vitórias com os seus e pelos seus e alçar voos maiores para que valha a pena.
Busco artimanhas para sobreviver a sua falta, encho o dia de atividades para ocupar a cabeça, mas o pior momento é a hora de ir dormir, a cama ficou enorme e fria, pulo da cama cada vez mais cedo, pois não há aquele braço quente e forte para pedir fica um pouco mais e vou dormir mais tarde que posso apenas quando corpo me desliga contra vontade, a cama se tornou o meu pior pesadelo. Nessa hora tenho sido corajosa exercitando a arte de vencer meus medos, tenho dormido com uma camiseta sua e seu perfume favorito que você esqueceu apenas isso tem feito minhas noites menos doloridas, o cheiro do perfume me faz lembrar da gente que se tornou uma alma que caminha pelos dias de sol e dias de chuva, entre a tristeza e a alegria, entre riso e a lágrima, entre rotina e imprevisto , que faz do amor  a base para enfrentar as piores tormentas, para transformar chateações diárias em risos gostosos.


quinta-feira, 5 de março de 2015

E se for ......


Se for para morrer que seja de saudade.

Se for para chorar que seja de alegria.

Se o dia for quente, que venha o banho de mangueira na casa da vó.

Se for para criar que sejam coisas boas.

Se for para crescer, eu cresço, sem deixar morrer a criança de alma limpa que em mim vive.

 

Se for para ser que seja só de você.

Se for para pedir, que seja,fica um pouco mais.

Se for para fugir que seja com você para o fim do mundo.

Se for para gritar que seja de paixão.

Se for para parar que seja nas curvas do teu sexo.

 

Se for para ficar só que eu fique apenas com você.

Se for para cair que eu caia sobre o teu peito para sonhar.

E se eu desmoronar, que seja um pouco, até você chegar para ser o meu alento.

Se for para ficar junto que seja além da eternidade.

Se o dia não estiver bom que eu tenha sempre sua risada mais gostosa.

 

Se for para desarrumar que seja o cabelo no passeio de moto ou a cama depois do amor.

Se for para brigar, que a peleja seja justa, leal e sem trairagem de igual para igual.

Se for para envelhecer que seja ao lado da sua cadeira de balanço.

Se for para sofrer que seja da ânsia dos seus beijos.

Se for para amar que seja a vida.

 

Se for para desistir que seja de mesquinharia e de gente fútil.

Se for para afundar que seja no conhecimento.

Se for para deixar que sejam boas lembranças.

Se for para desapegar que seja da pobreza de espírito.

Se for para apanhar que sejam os sonhos mais pueris.

 

Se for para bater que sejam as asas da imaginação.

Se for para desfazer que sejam os preconceitos.

Se for para cruzar que sejam os caminhos e boas histórias.

Se for para rezar que seja para agradecer a Deus pela dádiva de existir.                                             

Se for para enganar que seja a morte.

 

 

sábado, 17 de janeiro de 2015

ELA

Ela tem presença,  pisada e pegada, joga o vermelho carmim nos lábios impondo   beleza e elegância por onde quer que vá, é um mulherãããoooooooooooooooo de  verdade, de dar inveja, medo e desejo. Só ela não sabe bem disso. Ela é tensa e intensa  e merece tudo bom , ela sempre será tudo e nada , pois sua personalidade não tem explicação. Autêntica diz o que pensa  doa  a quem doer , compra briga de quem gosta sem saber por quê , primeiro bate e depois pergunta, não tem medo de tetos de vidros, às vezes parece fera, às vezes parece anjo, às vezes é bicho de pelúcia que só  quer um abraço, uma declaração de carinho, um beijo na ponta do nariz.
Ela nunca será fácil, meu chapa, ela é rock, do movimento, do preto no  branco , de Deus , um bicho , uma menina confusa que ora quer ora não quer, mas de coração sem igual. Ela ainda não descobriu a sua força enquanto mulher e fêmea, e quando isso acontecer, ela poderá ter mundo aos seus pés, imporá suas vontades e caprichos sem o menor esforço apenas balançando aquelas madeixas azeviches e o vestindo sua melhor e mais  confortável  roupa: o sorriso limpo, ou borrado de batom que tem sua beleza também.
Ela só precisa descobrir-se, permitir -se ver a sua vida de outro ângulo, não mais sob o ponto de vista do casulo , mas sob a perspectiva de quem viaja pelas asa de uma borboleta.
Para isso precisa de liberdade , de espaço ,de amores e sabores, ancorará seu porto em quem quiser, irá sair quando bem entender, ficará só por prazer, admiração e satisfação de estar junto. Por que ela sempre será ela  e ponto final. Que assim seja.

sábado, 20 de dezembro de 2014

Nota sobre presenças e ausências

É engraçado como as percepções do que é presente e do que nos faltam mudam de acordo com o decorrer da vida. Por que  quando a gente é criança tudo é tão presente? Nos aniversários sempre tem mãe, pai, irmãos, tios e primos, os avós e até bisa sempre estão  na festinha do bolinho ou no festão. A casa da vó é sempre cheia de bolo,  bala e bagunça.Quando criança tudo é motivo para ganhar presente: natal, aniversário, passar de ano, a viagem de alguém.Porque quando a gente cresce tudo falta? A casa da vó fica vazia, os meninos cresceram e vem de vez em quando, fica cada dia mais dificil reuni-lo todos estão sempre ocupados e bradando ao vento:  Eu não tenho tempo.E ninguém mais dá presente se não for por obrigação.
É interessante  como tudo começa a faltar e nos damos conta daquilo que é realmente importante:as pessoas e nossos laços, no entanto, quando a gente cresce muitos já se foram morar com Deus , a saudade fica e dói , nesse momento queríamos ter o poder de voltar no tempo ou comprar o tempo, aí percebemos quão é nossa pequenez diante de algo maior e inexorável:  a incontrolável passagem da vida  que nos coloca em posição vulnerável, nós faz refletir nossa mesquinhez, a nossa pobreza espiríto e revemos nossa postura perante a vida.
Hoje me sobram faltas, ausências e dores que moldam e ainda moldarão  minha humanidade , serão meu cabresto para que me lembre que eu fui, quem eu sou e quem eu quero ser.Por mais difícil que a vida seja e nunca posso deixar que as tormentas, as maldades, as argurias e dissabores matem aquilo que me ensinaram na mais tenra idade: caridade, olhar o outro como  gente , rir de mim mesmo, ser valente, vencer o meu medo e transformá-lo numa coragem sobre humana. Tudo isso eu aprendi com muita gente que ontem era presente e hoje estão ausentes.
Essa ausência criaram presenças que se manifestam no dia a dia , eu carrego muito de muita gente que cruzou meu caminho e hoje não cruza mais. Ao longo do existir não escolhemos  o que irá nos faltar, mas ainda bem que podemos escolher o que realmente pode permanecer, e na verdade, só se leva para o infinito as amizades e amores, pois quando a morte chega podemos  viver em que fica , em quem deixamos saudades e propocionamos algo de bom como aquela palavra  amiga, aquele café com bobagem, aquele abraço  apertado nas horas de dor e desespero.

O amor tem fôrma e eu entrei na sua.

O amor é como um rio que começa miudinho  e com o tempo  toma forma e fôrma, adquire força e  próprias regras. É no amor que se aprende a jogar o jogo, a  deixar- se levar pelo curso natural das coisas ,assim como no rio, jamais podemos pensar que  controlamos a força da água ou nadamos contra a correnteza ,é inutil tentar domar essa força.
 O amor ,na forma de paixão, se asemelha a uma fonte límpida, leve , revitalizante que alegra a quem dela se valer, mas tarde na construção diária o amor toma uma fôrma que corpos e corações se ajeitam e bailam no tilintar água e no assovio do vento. Assim como o rio o amor passa por caminhos tortuosos, íngremes , com buracos e se acomoda nas imperfeições para criar a perfeição entre duas almas e dois corpos.
Hoje meu corpo pequeno se acomoda no seu tão grande,  o seu ronco se tornou  música para mim, criei marcas em você que o tempo não será capaz de apagar.O teu amor em mim ,me fez melhor do que eu era, me tornei mais alegre, mais gentil  e você passou a se importar com muitas coisas que até então nem falta faziam. Os seus ouvidos já equalizaram na frequência dos meus sussurros, dos meus gemidos, dos meus murmúmios. Eu sempre tenho um plano B para tirar o seu semblante sério depois daquela discussão em que a culpada fui eu.Como você sempre diz: Que sou descarada e nada valho nada, cometo erros e sempre tento te agradar no final. A gente ri depois tudo e se afaga.
Eu não odeio mais as suas gracinhas,o seu jeito de me tirar do sério e nem sua provocação para me ver com cíúme, acho que faz parte  desse amor moleque, arteiro, risonho e desengoçado que a gente tem.
O nosso amor ganhou fôrma , ganhou jeito, marra e birra que só a gente tem  e entende ,somos parceiros na alegria e na arte, nos dias difícies, nos dias sol, na doença, é por isso que vivemos juntos e nos damos bem , pois regamos nosso rio todos os dias  assim ele ganhou força e forma.Viramos a festa,somos o mundo com pouquinho e na simplicidade das coisas nasceu nossa felicidade.
O amor tem sua fôrma e eu entrei na tanto na sua que não  existe eu e você, mas a gente que se completa nas qualidades e defeitos:  sua calma domou a minha impulsividade,a sua racionalidade acalmou minha passionalidade,você aprendeu a ser mais humilde, a reconhecer suas falhas e a perdoar meus erros , você se derrete com um meu sorriso depois da discussão, criamos apelidos secretos que só a gente sabe.
Se algum dia a vida nos der uma rasteira e nos separar, confesso que vou demorar um tempão para sair da fôrma que eu entrei por vontade e fiz  dela tão minha.