terça-feira, 26 de novembro de 2013

Quando me pus a orar

Eu sempre achei uma tamanha bobagem esses livrinhos de autoajuda sobre o poder da mulher que ora, casamento blindado, prova de fogo e mais outra coisas que estão disponíveis no mercado, mas ao aceitar a experiência de morar junto me tornei um pessoa mais espiritual que entrega a Deus  coisas que não estão mais ao meu alcance e nem dependem mais da minha vontade.
                Não precisei me trancar na autoajuda ou na igreja para minha relação ser feliz, meu diálogo com o cara lá de cima é sempre de uma prece em silêncio dita com olhos ao céu que muito agradece pelo cara maravilhoso que tenho aqui em baixo, pela paciência e mansidão  que vem nos momento mais difíceis , na compreensão dele quando eu mais preciso. Neste momento Deus se manisfesta mesmo quando a gente nem pede e até quem nem acredita nele, ele faz questão de fazer bom de coração para que ele seja no mínimo humano.
                Eu  aprendi orar em silencio ao meu deitar para agradecer o meu dia, a minha relação,até mesmo no banho é hora de falar com Deus e todo dia eu passei agradecer tudo. A minha história com Deus é tardia e começou por medo e por uma fé adormecida, passei agradecer o que eu tinha e a pedir para  eu não perder aquilo que mais amava com bobagens, com imaturidade, que eu soubesse cuidar da nossa relação como um jardim e ao final fosse o mais belo já visto, pois foi este homem presenteado a mim pela vida.
                Orar por ele e pela gente do meu jeito se tornou minha profissão de fé, a minha doação enquanto ser .Nós somos muito  mais  que amantes, amigos , somos parceiros que se devem ao todo tempo ao longo dessa história fazemos coisas um pelo outro que nada no mundo pagará e apenas fortalecerá laços.
Um dia conversando com pessoa mais sábia que conheço: a minha mãe, eu dizia:
-O que seria dele senão tivesse me encontrado?
                Me achando a salvadora da vida dele
_Ele teria desistido e ido embora daqui.
Ela  com calma retruca e quebrando a minha empáfia.
- O que seria da sua vida sem ele?
Me coloquei a pensar e hoje a minha vida sem ele não seria nada, por que ele me deu sonhos, uma vida a dois , maturidade ,uma felicidade sem tamanho e não há dinheiro que pague , ele me deu algo que nunca tive e não me pesa orar pedir todo dia: Deus cuida dele.


quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Homenagem às crianças que não vieram



                                     Dedico este texto a Laura, Claire, Sofia Maria e Eduardo.

Acreditam meus pimpolhos aí de cima, que vocês são muito amados e sonhados antes de vir ao mundo, fazem parte do Bando. Pedimos sempre a Deus e aos orixás que venham com saúde e sejam bem felizes.
Laura e Claire vocês são sonhadas desde o nosso namoro, sempre nos referimos as nossas meninas, o pai de você e eu sempre imaginamos os rostos dessas pequeninas ao vermos uma criança na rua. Eu sempre acho que vocês terão o cabelo enrolado da vó ou da tia Gra, o pai vota pelo cabelo liso e discutimos horas.
Papai quer que vocês nasçam no exterior e eu no Brasil, papai desejam que vocês sejam cientistas e que façam algo de bom ao mundo, eu só quero que vocês tenham uma profissão e sejam bem felizes. Embora vocês possam pensar que papai e mamãe sejam bem opostos, a gente se ama muito e se completa,uma coisa a gente concorda: criaremos crianças íntegras, educadas e honestas.
Quando vocês vierem ao mundo saibam que terão uma casa na árvore, um balanço e uma parede no quarto para escreve com giz, papai vai ensinar vocês a jogarem bomba e vídeo games e o vovô fará  os carrinhos de rolimã e as pipas. Vovó vai mimá-las de mais e junto com a liga das bruxas faremos nossa comida cheia de feitiço e amor. Tia Gra e Tia Patrícia vão deixar vocês fazerem tudo que mamãe não deixa kkkkkk.
A tia Marília, nem se fala, será madrinha de uma de vocês, não liga não, ela é mais bruxa de todas: ela transforma gente feia em gente bonita. Essa tia junto com a sua mãe fica olha criança quando não tem nada pra fazer, escolhemos suas canções de ninar e os desenhos educativos  enquanto   vocês não vem. Além disso, ela vai dar a vocês dois primos: a Sofia Maria e o Eduardo  e diz que vai levar todo mundo para o cinema para ver desenho, vai apertar vocês só por que são fofinhas.
Sofia Maria se prepara, pois a sua mãe vai te encher de Poá e rosa , te ensinará a ser uma diva, uma mulher de presença  que um dia dominará o mundo com o coque na cabeça, um vestido preto básico e um colar de perolas.
Eduardo, você será o príncipe entre as mulheres, será treinado por rainhas e princesas para ser o melhor homem do mundo:Gentil, educado,independente e outras coisas que não vem ao caso e aprenderá a salvar as meninas de cafajestes, defenderá elas daqueles que desejam apenas judiar delas.

Quando vocês quatro vierem ao mundo, a casa ficará completa, a família muito unida e também muito ouriçada que briga por qualquer razão ,mas sempre se perdoam,se sentirá plena e a vida se tornará bem mais colorida.


domingo, 25 de agosto de 2013

Aos teus olhos verdes


Amanda era uma pequena, de jeito espevitado, de sorriso franco que sempre tinha uma novidade para contar, baixinha de quadril largo e cabelos comprido e liso, um charme de mulher.
Amanda era macaca velha na arte da conquista, sabia ganhar um homem com seu jeito meigo de ser, sua malandragem e seus elogios de meia tigela que eram bem convincentes. Saíamos há duas semanas apenas, e ao saber que eu era jornalista me pediu  um texto em homenagem a ela e eu disse que ela ainda não merecia, pois não havia ganhado meu coração, então é pra já quero ver se na segunda feira não tem um texto sobre mim no jornal, nem que for nas páginas policiais.
                Ri de toda aquela patacoada, mas Amanda falava sério, pulou em mim, beijava-me com volúpia, luxuria, caminha pelo meu corpo como se soubesse todos os seus segredos, fez de mim gato e sapato naquela cama e ainda abusou de mim até se sentir exausta, deitou ao meu lado na cama e sorria lindamente, ali sabia que a pequena estava satisfeita, pois sempre sorria depois do amor. Olhando maravilhado para ela, percebi que seus olhos eram verdes, puxei para mais perto com os braços.
                E perguntei-lhe:
           - Seus olhos são verdes?
          - Não, eles ficam verdes quando estou muito feliz ou muito triste.
           Retruquei:
         - Qual o motivo dessa cor verde?
         -  Felicidade.

Depois desse diálogo pós-coito, percebi que encontrei alguém que precisava chamar de minha, naquela noite Amanda, aquele furação de mulher, definitivamente roubou meu coração. Eu passei a admirar aqueles olhos e fazer com que eles ficassem verdes todos os dias.Finalmente Amanda saiu no jornal  naquela segunda feira com essa crônica que escrevo em sua homenagem.

QUANDO VOCÊ SE FOI

Durante aquela discussão sem sentido que acaloravam os ânimos, eu te mandei embora para te ver longe da minha vida, mas no fundo sabia que você voltaria já que achava que tinha você nas mãos, acreditava que eu era dona de sua alma, de seu corpo , desejos e segredos.
                Eu te mandei embora e você bateu a porta com força e com dor e prometeu a si mesmo que nunca voltaria aquele lugar, estava magoado, não queria que acabasse daquela maneira ainda lhe tinha amor. Seu amor próprio era maior, desejava um amor tranquilo, não uma ópera de Tckaikovsky: ora dias de calmaria e brisa leve, ora noites de tempestades.
                Uma semana se passou eu estava bem e nem notícias dele, logo ele ligará para voltar eu sei.....Um mês se passou e ainda ele não havia ligado, nesse tempo comigo percebi que fui uma tola, pois não o tinha nas mãos, não era a vencedora do jogo , mas a vencida.Constatei que sentia falta do cheiro, do afeto, da companhia e das brigas , senti que ele tinha se tornado uma parte de mim , aquela parte que me ouvia, me incentivava, que me levava a ser melhor , despertava em mim aquilo demais bonito eu tinha:o cuidado, a bondade, a doação.
                Por um minuto de raiva, eu joguei fora, por infantilidade tomei as decisões erradas.Sobre a nossa cama vazia, olhava o travesseiro grande que cabiam os dois deitados de concha e ainda sobrava espaço.Agora o maldito travesseiro se tornava sem fim  me fazendo rolar  pela cama que ficou enorme após sua partida.Naquela madrugada insone tentar ligar para você deu caixa postal, decidi ir ao seu trabalho perguntei por você e me disseram que você tirou férias e foi para casa de seus pais e apenas voltaria no final outubro. Foram os piores 30 dias da minha vida, sem noticias suas, nenhuma uma mera linha de mensagem respondida, nenhum telefone atendido e nem recado na rede social postado.
                Retornei ao seu emprego para te ver, não me olhou como antes com aqueles olhos ternos e riso largo, seu olhar era de indiferença e pedi para conversar em nossa casa. Você respondeu que não era mais nossa casa , mas sua casa e reiterou que não havia o que conversar, sua vida já estava refeita com outra pessoa.Foi muito taxativo: Você demorou demais para reparar seu erro e eu colei meu coração sozinho.
                -Não posso negar você foi a mulher da minha vida, te amei como ninguém, mas eu não vou perder meu teto por causa de seus caprichos, eu quero sossego e paz. Passar Bem.
                Saí daquele lugar em prantos e desejando uma máquina do tempo para  fazer diferente, ser mais humilde e não subestimar o outro e depois desse episódio aprendi que nunca somos donos de sentimentos do outro, mas sim amor do outro é sempre uma concessão nos permitirão ter.



sábado, 2 de fevereiro de 2013

Não abra a minha caixa de pandora



Todo mundo conheceu um cara que se acha, que fala pelos cotovelos, implicante e que adora incomodar os amigos e os inimigos.Por esta razão que existem dois tipos de pessoas que convivem com ele: os amigos que dão a vida e uma boiada para brigar por ele  e por isso são poucos e a grande maioria que não o suporta.Esse cara era Francisco  tinha por esporte irritar Clara.

No entanto, por trás dessa carapaça , desse casca de ferida , há um ser humano bem legal,mas ele tem um defeito: como é abusado e folgado adora fazer uma troça, uma boa broma.Com esse abusamento todo que foi entrando na vida Clara  ,e ai ,não teve mais sossego, os dias de paz acabaram. Ele não sabe o significado da palavra não , ou melhor ele nunca respeitou o não dela .Ainda bem.

Francisco era  um canalha, um canalha de Carpinejar, não um canalha qualquer , pois  não era desonesto , era apenas    canalha para acentuar a violência do amor. Canalha por opção. Um elogio para dizer que é impossível domesticar esse homem, é impossível conter, é impossível fugir dele. Canalha como pós-graduação do "sem-vergonha".

Clara adorava esse canalha , não sabia bem porque ,pois ele nunca fora o cara que quisesse chamar de seu , eles eram opostos que se atraíam, se distraíam e se destratavam, a todo tempo estavam brigando, ele sempre  a importunando na frente dos outros, mas a sós ele era incrivelmente incrível , era cavalheiro, fazia jantares para ela , comprava presente sem ser data especial, mandava poema a fazia feliz.E quando ela tentava ir embora por uma mal criação dele, ele a trazia sempre para perto com mensagens carinhosas de bom dia. Ela era a sua flor de lis.Clara não conseguia dizer não a ele. Que merda, pensava ela.

Clara era sonhadora, romântica, conservadora, queria casar , ter filhos , casa arrumada  com jardim e um vaso de flores sobre a mesa, um marido carinhoso que a cobrisse de elogios e beijos. Francisco era livre , tinha horror a pegação no pé, compromisso fechado, monotonia.Era tão opostos: ela caseira, quieta, doce; ele amante da rua , falante e ácido. Eram o sol e a lua .E agora uma pergunta paira no ar?

Por que eles ficam? Boa pergunta, o amor não são dos iguais , mas dos corajosos  que tentar abraçar porcos espinhos a todo  instante. Renato Russo já dizia: Quem um dia irá dizer que não existe razão nas coisas feitas pelo coração.O blogueiro Ricardo Coiro afirma que a última palavra é dita pela paixão. Não existe explicação para o sentimento de Clara e Francisco.Acreditem eles são bem mais complexo que Eduardo e Mônica de Renato Russo.

Mas fazer o que? Francisco gostava do jeito generoso de Clara de cuidar do outro, esta por sua vez gostava do som da voz dele , de como ele explicava trigonometria apenas com um pires, das suas mãos quentes.Clara odiava quando ele botava o dedo nas feridas dela e questionava suas posições e Francisco não gostava dos não me toque dela , mas no fundo eles se entendem. Pareciam dois gatos que vivem aqui na rua: ela bem tratada e de família, um bibelô , tratada a pão de ló, ele um gato preto vira-lata  criado pelo mundo , sem dono e destino  que se amavam do jeito deles , eram tão bonitinho vê-los juntos que é até cômico.

Ele deitava ao lado da gata e a observava fazia carinho , mas era por pouco tempo , dali a pouco ele mordia suas orelhas a cutucava e ficava brava mordia ele e saiam correndo brigando , mas não se largavam. Pode-se perguntar, ela poderia estar no cio e ele a cortejando , mas não era, a gatinha era castrada , era amor mesmo.

Francisco e Clara só se entendia mesmo na madrugada, na cama  era algo que realmente se encaixavam, ele conseguia excitá-la com beijos em segundos , adorava a pegada dele, seu  jeito abusado que não estava nem ai pra nada , pegava com força , quanto mais ela reclamava que doía   as suas mordidas mais ele gostava.Quanto mais ela dizia não para ele , mas excitado ficava.Nesse arreliamento todo , Francisco abria a caixa de pandora, trouxe a tona não a Clara da Família, mas a Clara devassa, a Clara que gosta de palavrão , a vadia , a safada que gosta de tapa, adora uma boa sacanagem e em quantidade , uma Clara ousada.

A linguagem falada pelo dois  era lúxuria , no restante, pareciam gregos e turcos, católicos e mulçumanos tentando chegar num denominador comum. A Clara de hoje , nada se parecia com a Clara de ontem cheia de medo  e tabus , a Clara menina.Francisco com sua acidez foi incutindo em Clara a mudança , Francisco queria por para fora a Clara que ele via , uma mulher cheia de desejo , uma mulher linda , não a Clara sem auto estima que se apresentava ali.Pois bem ele conseguiu. A cada dia Clara , trazia uma sacanagem nova, pois sabia que ele aceitaria a Clara briguenta, reclamona, megera e muito devassa sempre cheia de charme e com vontade de gozar.

Francisco, muitas vezes, cansado depois de varias horas de sexo desejava dormir, e Clara ainda queria mais , quando ele reclamava , ela sempre lhe dizia , não mandei abria a caixa de pandora , eu tinha aprisionado essa Clara, não mandei soltar e ria gostosamente.
Abrir a caixa de pandora não é o problema,mas saber quem segurará a loba, e que loba ! e Francisco disse : você não vale nada , sua safada. E tudo começava de novo.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

ESSE CARA É ELE






Gosto tanto de você que não sei medir o tanto
Gosto tanto que dói, eu nego, eu brigo, eu belisco, eu mordo, eu fico de bico.
Sabe por quê? Não sei lidar com isso aqui que cresceu e não tem tamanho
È tão sem tamanho que me deixou sem ação, eu quis fugir , implicar com seus defeitos,
Mas não houve jeito, eu não pude dizer adeus.
Quanto mais eu quis acreditar que você não servia,
Nas pequenas coisas me surpreendia.
Odeio os seus defeitos, mas meus olhos brilham pelo ser humano que você é.
O corpo me traiu: meus olhos se encantam com o teu sorriso, meu nariz suspira com teu jeito, e minhas mãos querem encontrar as tuas.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Ao meu , ao seu , ao nosso café








Foi pelo café que essa história começou, pois o seu cafezinho quentinho, com açúcar e a sua casa aberta sempre  para mim, fez com que eu chegasse no seu mundo e não quisesse sair mais. Aqueles cafés foram o sal da terra, os laços de nossos vínculos, pois com o café na xícara e os olhos em você e no silêncio da sala,eu vi um homem digno de  admiração: cuidadoso, bom anfitrião , tão bom, que chega  a ser chato.

Sempre seu café mediava as fortes discussões políticas do seu trabalho  que invadiam o espaço da casa e eu sempre estava ali , para ouvir aquele homem sonhador que lutava por algo que sonhava e queria o melhor, foi ali que eu percebi o cara humano que você é .

A xícara de café foi uma via de mão dupla para nós:

Um certo dia, eu  levei café  a você na mesa , e você saiu de seu estado absorto ,me olhou e disse: Minha mãe faz isso por mim , e voltou a fazer suas atividades.Aquele momento, me fez especial, pois senti que me olhou diferente de uma  amiga.Parece um comentário bobo, mas minha intuição me dizia que algo de muito maior estava nas entrelinhas daquelas palavras

Foi o meu café rápido e desleixado que virou pretexto para você vir me ver e dormir  aqui , sempre que você dizia que ia tomar o pretinho aqui, eu tinha uma boa companhia , eu tentava fazer um café de preguiçoso (nescafé com leite).Mesmo com esse café ruim , rendeu uma declaração sua: Delícia acordar com alguém que faz o café do jeito que a gente gosta.

Eu gosto de te observar sobre o balcão da sua  cozinha , enquanto você , enrola a barba e o cabelo com os dedos, pois está pensando, ali eu viajo no silêncio e observo o seu mundo , os livros .Eu sei que meu silêncio te irrita, já que você é o homem da fala, do palanque, se comunica pela palavra, ao contrário de mim, que sente o mundo pelo ouvido , pelo silêncio , pelos olhos de lince atentos aos pormenores.Mas prefiro ,assim.

A minha felicidade é: eu, você, um café quentinho, seja sua casa ou minha, seja no seu balcão ou no meu sofá. Melhor que isso é só: eu e você e um cafuné. Um cafuné com as suas mãos quentes e firmes que me fazem sentir segura. Adoro quando você me põe junto ao teu corpo prende minhas mãos às suas, seus pés quentinhos aos meus gelados, para vermos aquele filme que eu tenho tanto medo.

Eu sei que você não é meloso  de essência , de fazer carinho sempre, mas por mim, você me traz junto de ti , num calor terrível, para eu não sinta medo, durante o filme.Isso é muito melhor que eu te amo ao pé do ouvido, pois esse gesto significa um gosto de você de verdade.Canalha, você me ensinou muita coisa: a fazer DR, a ter mais paciência, a querer te provar que eu sou uma mulher de verdade , nesse jogo , eu fui minando minhas defesas , quebrando meus muros,sentindo sua falta , e querendo sempre ficar um pouco mais , e alongar nosso café e delongar nosso papo.
 

A mesa ..


G







Desenho de mesa









Em alguns domicílios, o cômodo mais belo , o mais agregador, é a sala de TV ou a sala de estar para alguns , mas na minha casa , a rainha do lar era a cozinha em especial , a mesa. A mesa era sumidade  , a nossa mesa com quatro cadeiras tinha tanta importância  como a mesa da Santa Ceia para os apóstolos , ou távola redonda para os Cavaleiros do rei Arthur.Foi na mesa que as crianças aprenderam o significado da partilha desde cedo, deixaram a televisão a  só na sala, e vieram rir e ter paz á mesa.

Foi  para a mesa que nós encaminhávamos sempre quando o assunto era dinheiro, ali vi meus pais muitas vezes  edificar sonhos, realizar projetos de um ano ou de anos. Era a mesa, o palco de nossos progressos escolares, era ali que o conhecimento foi edificado, as dúvidas surgiam, as lágrimas eram derramadas por não conseguir e o psicotapa da mãe funcionavam diante da preguiça.

Essa mesma mãe se debruçou na mesa para encapar nossos caderninhos para demonstrar seu imenso amor em meio da falta de tempo.Era na mesa que mamãe fazia as roupas para as meninas , pois os tempos eram difíceis, a calça velha com um pedaço de tecido era um peça da hora , porque ninguém tinha igual , eu me achava , e ainda minha mãe tinha feito , olha que massa.

Era na mesa  que dividíamos as tarefas e nossa equipe colocava o carro na rua , seja na profissão, na vida ou na busca da felicidade.Ainda hoje, a mesa é lugar de beliscar e jogar papo fora , pois a rotina  é dura  é cada vez mais escasso   , a reunião dos 4 guerreiros. Isso não nos aflige , a mesa com  quatro lugares é mantida , mas há uma com oito lugares para reuniões mais solenes, onde o bando se reúne, pois a família aumentou com amigos que a gente adotou como irmãos.E o trupé está armado de alegria, de união, de farra.Não precisamos de mais nada para sermos felizes , desde que a mesa seja farta e possa ser dividida com que nos ama e se importa conosco.O alimento não importa seja pão e  água ou pernil importa e que estaremos juntos apesar de tudo.

Epitáfio das Paixões



Pelas andanças que a vida me proporcionou, percebi que as paixões tem sempre um  bom começo , ou melhor, um começo decente , digno de nota, seja em forma de cartões,cartas , declarações clichês , bregas ao pé do ouvido que sempre aquecem o ego . Mas por que essas mesmas paixões não mereçam  uma lápide , um testamento, um epitáfio  justo.

Eu sei que deve soar um tanto risível , essa provocação , tenho certeza que encontraria muitas pessoas me chamando de louco , pois o ser humano quer celebrar coisas boas na vida e não coisas ruins. E vou além, tenho certeza que na cabeça do leitor que estiver sorvendo minhas palavras , por um instante , passará, esse autor é pirado, onde já se viu  rir em velório, é um desacato , uma tremenda falta de compaixão.

Não se turbem vossos corações, caros moçoilos e moçoilas apaixonados, não prego pelo fim dos amores  mas que eles tenham  um bom descanso, e não virem fantasmas  que sobrevoam corações aflitos que ficaram no quase amor, na quase relação,  e na espera por aquilo que não foi feito , não foi dito, ou, pelo lugar que se almeja ter  e o outro não deu.

Acredito que um bom epitáfio nos dá força para colar os cacos e seguir em frente , sentir que esse romance foi vivido na intensidade , mesmo que foi eterno enquanto durou. Fazer um epitáfio , em meio ao turbilhão de sentimentos que permeiam o fim : a raiva,o medo, o egoísmo ,a posse, falta de bom senso , a sensação que o tempo foi perdido, que a doação foi maior que o recebimento, seria um ataque kamikaze.

È preciso que veja tudo por outro ângulo , toda paixão é sempre uma troca seja de sonhos, de fluídos , de aprendizagem e sempre saímos transformados dela. Nunca nosso coração tem o mesmo tamanho: ou saímos miudinho dela, cheios caquinhos que precisa de uma super colar, ou saímos plenos, pois aprendemos tanto  que nos tornamos algo muito melhor que éramos .

Se esta relação te transformou em algo melhor, faça um epitáfio, diga ao outro  que foi bom, seja leal , ao você e  a ele , entenda que em momento algum somos donos dos sentimentos alheios.Eles só são nossos enquanto o outro permite , é uma concessão que outro nos permite ter .

Para  um boa carta de amor , é preciso por alma, vida , sentimentos , falar de nós , falar da gente . E para um epitáfio, o que deve ter?

Para um bom epitáfio é preciso que a relação desde sempre seja honesta e leal com as partes envolvidas, caso , haja traições no meio da caminho , é melhor correr , pois o cristal já quebrado e não  deve ser enterrado de forma decente, pois a relação já virou pó.

Num relação honesta, leal, companheira , é muito justo dizer a outro que está indo embora por outra paixão, que entende a decisão,  pois os sentimentos não se controlam. Quem foi embora, por favor não volte e não atormente que foi deixado para trás  depois que ele reconstruir a vida com outra pessoa.

Na fatídica cena em que um sai pela porta , diga o que realmente  valeu a pena , mas deixe o ir , pois somos seres inteiros e merecemos pessoas inteiras que queiram de verdade estar com a gente na nossa essência, nas nossas chatices , nas nossas virtudes, nos nossos lábios. Ser deixado para trás,dói muito, mas o pior é ser enganado , acreditar  que foi amado e nosso parceiro sempre traz a cama o cheiro do amante , as belas palavras ao pé do ouvido , foram ditas pelo protocolo da relação, os olhos já não brilham mais e já são olhos acostumados .

Ao ficar só , chore, beba, xingue, saia, faça um lista daquilo que não fez durante o relacionamento , se reinvente . Pegue tudo que  lembre o outro e coloque num saco e guarde em lugar para que se possa ser esquecido, por enquanto, o passado ainda dói, se afaste do EX, para que se possa colar e seguir em frente e quando estiver pronto, namore de novo,  namore por paixão e não por carência .Nada de ter alguém  para fazer ciúme ao Ex , pois  se Ex fosse bom , era o atual companheiro. Lembre-se se desejar que o outro seja inteiro para você , seja inteiro para alguém , nenhum ser humano merece ser coadjuvante em romances.