terça-feira, 15 de maio de 2012

A minha São Paulo


Caminhar pelas ruas de São Paulo , seja a pé, ou de ônibus,me fascina pela singularidade do local.Vejo pelas minhas andanças ,na cidade que nunca dorme, a sua fraqueza e sua força. Vejo a força em seus prédios e sua suntuosidade arquitetônica.No entanto, sua fragilidade está no medo estampado no rosto de sua gente que teme a enchente, o ladrão e até o próprio semelhante.
Ao tomar o onibus, o trem e o metrô percebo o silêncio que grita  pelo excesso de impessoalidade e  introspecção de seus usuários que ruminam suas preocupações, prostam-se diante do cansaço e encontram alento no MP3, no celular ora ouvindo música ora falando ao telefone, perdendo a maravilhosa troca com outro, ocasionado com uma boa conversa.
A experiência de estar nesses espaços é inexplicável, pois ao mesmo tempo estamos próximos uns dos outros de forma física e tão distantes nao interação humana.
Outra coisa que realmente impressiona na minha São Paulo e a força da natureza que se mostra na samambaia que cresce pelas fendas dos paredões de concretos meio a ruas movimentadas, àrvores e flores em meio a selva de pedra.Esta cidade séria e ocupada talvez esteja tão sem tempo  de apreciar sua beleza.
Embora tão apressada, sisuda, a minha São Paulo é capaz de me encantar mas pequenas coisas, seja numa planta entre o concret, seja ainda , num ato de bondade entre os trilhos de metro que me fazem acreditar  que a vida  e os sentimentos bons fazem parte dessa metrópole

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