Todo mundo conheceu um cara que
se acha, que fala pelos cotovelos, implicante e que adora incomodar os amigos e
os inimigos.Por esta razão que existem dois tipos de pessoas que convivem com
ele: os amigos que dão a vida e uma boiada para brigar por ele e por isso são poucos e a grande maioria que
não o suporta.Esse cara era Francisco tinha
por esporte irritar Clara.
No entanto, por trás dessa
carapaça , desse casca de ferida , há um ser humano bem legal,mas ele tem um
defeito: como é abusado e folgado adora fazer uma troça, uma boa broma.Com esse
abusamento todo que foi entrando na vida Clara ,e ai ,não teve mais sossego, os dias de paz
acabaram. Ele não sabe o significado da palavra não , ou melhor ele nunca
respeitou o não dela .Ainda bem.
Francisco era um canalha, um canalha de Carpinejar, não um
canalha qualquer , pois não era
desonesto , era apenas canalha para acentuar a violência do amor.
Canalha por opção. Um elogio para dizer que é impossível domesticar esse homem,
é impossível conter, é impossível fugir dele. Canalha como pós-graduação do
"sem-vergonha".
Clara
adorava esse canalha , não sabia bem porque ,pois ele nunca fora o cara que
quisesse chamar de seu , eles eram opostos que se atraíam, se distraíam e se
destratavam, a todo tempo estavam brigando, ele sempre a importunando na frente dos outros, mas a
sós ele era incrivelmente incrível , era cavalheiro, fazia jantares para ela ,
comprava presente sem ser data especial, mandava poema a fazia feliz.E quando
ela tentava ir embora por uma mal criação dele, ele a trazia sempre para perto
com mensagens carinhosas de bom dia. Ela era a sua flor de lis.Clara não
conseguia dizer não a ele. Que merda, pensava ela.
Clara era
sonhadora, romântica, conservadora, queria casar , ter filhos , casa
arrumada com jardim e um vaso de flores
sobre a mesa, um marido carinhoso que a cobrisse de elogios e beijos. Francisco era
livre , tinha horror a pegação no pé, compromisso fechado, monotonia.Era tão
opostos: ela caseira, quieta, doce; ele amante da rua , falante e ácido. Eram o sol e a lua .E agora
uma pergunta paira no ar?
Por que
eles ficam? Boa pergunta, o amor não são dos iguais , mas dos corajosos que tentar abraçar porcos espinhos a
todo instante. Renato Russo já dizia:
Quem um dia irá dizer que não existe razão nas coisas feitas pelo coração.O
blogueiro Ricardo Coiro afirma que a última palavra é dita pela paixão. Não
existe explicação para o sentimento de Clara e Francisco.Acreditem eles são bem
mais complexo que Eduardo e Mônica de Renato Russo.
Mas fazer
o que? Francisco gostava do jeito generoso de Clara de cuidar do outro, esta por
sua vez gostava do som da voz dele , de como ele explicava trigonometria apenas
com um pires, das suas mãos quentes.Clara odiava quando ele botava o dedo nas
feridas dela e questionava suas posições e Francisco não gostava dos não me toque
dela , mas no fundo eles se entendem. Pareciam dois gatos que vivem aqui na
rua: ela bem tratada e de família, um bibelô , tratada a pão de ló, ele um gato
preto vira-lata criado pelo mundo , sem
dono e destino que se amavam do jeito
deles , eram tão bonitinho vê-los juntos que é até cômico.
Ele deitava
ao lado da gata e a observava fazia carinho , mas era por pouco tempo , dali a
pouco ele mordia suas orelhas a cutucava e ficava brava mordia ele e saiam
correndo brigando , mas não se largavam. Pode-se perguntar, ela poderia estar
no cio e ele a cortejando , mas não era, a gatinha era castrada , era amor
mesmo.
Francisco e
Clara só se entendia mesmo na madrugada, na cama era algo que realmente se encaixavam, ele
conseguia excitá-la com beijos em segundos , adorava a pegada dele, seu jeito abusado que não estava nem ai pra nada
, pegava com força , quanto mais ela reclamava que doía as suas
mordidas mais ele gostava.Quanto mais ela dizia não para ele , mas excitado
ficava.Nesse arreliamento todo , Francisco abria a caixa de pandora, trouxe a tona
não a Clara da Família, mas a Clara devassa, a Clara que gosta de palavrão , a
vadia , a safada que gosta de tapa, adora uma boa sacanagem e em quantidade ,
uma Clara ousada.
A
linguagem falada pelo dois era lúxuria ,
no restante, pareciam gregos e turcos, católicos e mulçumanos tentando chegar
num denominador comum. A Clara de hoje , nada se parecia com a Clara de ontem
cheia de medo e tabus , a Clara menina.Francisco
com sua acidez foi incutindo em Clara a mudança , Francisco queria por para fora a
Clara que ele via , uma mulher cheia de desejo , uma mulher linda , não a Clara
sem auto estima que se apresentava ali.Pois bem ele conseguiu. A cada dia Clara
, trazia uma sacanagem nova, pois sabia que ele aceitaria a Clara briguenta,
reclamona, megera e muito devassa sempre cheia de charme e com vontade de
gozar.
Francisco, muitas vezes, cansado depois de varias horas de sexo desejava dormir, e Clara
ainda queria mais , quando ele reclamava , ela sempre lhe dizia , não mandei
abria a caixa de pandora , eu tinha aprisionado essa Clara, não mandei soltar e
ria gostosamente.
Abrir a caixa de pandora não é o problema,mas saber quem segurará a loba, e que loba ! e Francisco disse : você não vale nada , sua safada. E tudo começava de novo.
Abrir a caixa de pandora não é o problema,mas saber quem segurará a loba, e que loba ! e Francisco disse : você não vale nada , sua safada. E tudo começava de novo.