terça-feira, 23 de setembro de 2014

A vida só acontece para quem se mostra.

Ela é gata, poderosa, digna do título mulherão, de olhos pequenos e cativantes, sorriso largo e sempre pronta a ajudar, uma perdida na vida quando o assunto é organização e atenção, muitas vezes doa muito mais do que recebe de seus amigos. Ela é do tipo deixa a vida me levar, sem muitos planos, uma tranquilidade só.
Já foi santa, já foi puta, já partiu corações e teve seu bom coração partido por algum babaca que não teve a inteligência de reconhecer seu valor e deixou a partir. Com esse coração partido ela tem medo, isso mesmo, medo de ser feliz, não se arrisca numa paixão de perder o juízo, foge de compromisso, gosta de relacionamento do tipo “do jeito que tá, tá bom” não agarra sua felicidade com os dentes, espera o brilho, o suspiro perfeito, um pó de pirlimpipim especial. Embora não agarre sua felicidade nos dentes, assiste a felicidade dos outros de camarote e compartilha, já foi madrinha, casamenteira e nunca a noiva.
 Gata, a vida acontece lá fora, na rua e não na janela, deixa o seu moço fazer de você a rainha do reino dele, deixa ele buscar estrelas para você sonhar, deixa ele provar que ele é muito bom para você e quando isso acontecer não tenha medo, chame ele de seu e deixe o mundo se acabar.
Não precisa provar ao mundo o quanto você é uma profissional competente, mulher segura de si, independente, inteligente, permita-se ser cuidada, ser mulherzinha só de vez em quando, isso não vai te fazer menor. Deixe de ser coadjuvante da história alheia e seja protagonista da tua história.


sábado, 13 de setembro de 2014

Geração Sucesso antes de Trabalho

                Eu não sei em qual ponto da educação das crianças, isso mudou, mas vejo na geração dos 20 e poucos anos, que a palavra de ordem é diversão e trabalho não existe no vocabulário deles, são a geração do sucesso antes de trabalho. Sonham em se tornar médicos, mas não fazem o mínimo que é estudar, muitos deles nem tem vocação ou paixão para medicina, engenharia, entretanto, querem apenas o status que eles acham irá dar dinheiro e prestígio.
                Caras mentes juvenis, essas profissões têm remuneração melhor, entretanto, ela não vem sem duas pecinhas importantes: trabalho e dedicação. Há uma frase atribuída a Albert Einstein que o único lugar em que sucesso vem antes de trabalho é no dicionário. Minha avó dizia que primeiro a obrigação depois o resto, essa frase fez com que não só a mim mas a minha geração se tornassem pessoas responsáveis, pois os pais nos criavam para o mundo do trabalho. Vejo para muitos jovens primeiro vem o resto (redes sociais, whatsapps, amigos) e depois aquilo que realmente importa a sua formação
                É importante lembrar que não é saudosismo o objetivo de reflexão, todavia, é pensar em quem estamos formando para o futuro, pois não devemos deixar um mundo melhor para os nossos filhos, mas filhos melhores para o mundo. O que será do futuro se temos como representantes pessoas amantes da festa, do dinheiro fácil e de profissionais sem dedicação. Acho que é hora de parar o mundo que eu quero descer.
                Lendo as páginas policiais, vi alguém conhecido, preso por tráfico de drogas e ao ser interrogado pela reportagem, por que ele   tinha entrado para o crime, ele alegava que o dinheiro era fácil. Nesse caso não há justificativa social ou psicológica para a escolha, pois o indivíduo em questão vinha de classe média, tinha família, não passou por necessidade financeira, tinha emprego, aos olhos do moralismo, não havia razão para essa escolha.
                Quero ir além nessa questão, sua escolha pelo crime, nesse caso, advém do querer ser, da ostentação, do dinheiro fácil e sem esforço. Este caso é fruto, como tanto outros, de uma mentalidade alimentada pela mídia ,no tocante ,da aparência em vez da essência, o ter vale mais que o ser, da desvalorização da educação presente na ideia de que sem formação posso ter muito dinheiro se for bonito, músico ou jogador de futebol. Crucificar a mídia pelos valores não resolve problema, pois as pessoas devem ter o seu livre arbítrio e muitas delas usam dessa ferramenta para comprar o padrão da mídia.
                Além dos jovens, os pais também entraram na onda do sucesso sem trabalho, querendo que as crianças progridam sem fazer o dever de casa, pois vão deixando o ato de educar para a escola, eu sei educar alguém é chato, dói e é trabalhoso, é preciso falar inúmeras vezes, lutar todos os dias, dar o exemplo, ser o herói do seu filho, despertar nele o sentimento de gratidão e admiração, fazê-lo sonhar , impor limites. É muito mais fácil deixar para escola que tem gente paga pra isso ou o mundo que cuide.
                 Será preciso que o mundo crie suas instituições sociais a sua moda para que essa grande engrenagem funcione?  Acredito que o desafio é pensar em quais estratégias enquanto seres humanos aplicaremos para formarmos filhos melhores para o futuro. Os problemas não estão nas questões grandes, mas sim nos detalhes que deixamos passar todos os dias.