É interessante como tudo começa a faltar e nos damos conta daquilo que é realmente importante:as pessoas e nossos laços, no entanto, quando a gente cresce muitos já se foram morar com Deus , a saudade fica e dói , nesse momento queríamos ter o poder de voltar no tempo ou comprar o tempo, aí percebemos quão é nossa pequenez diante de algo maior e inexorável: a incontrolável passagem da vida que nos coloca em posição vulnerável, nós faz refletir nossa mesquinhez, a nossa pobreza espiríto e revemos nossa postura perante a vida.
Hoje me sobram faltas, ausências e dores que moldam e ainda moldarão minha humanidade , serão meu cabresto para que me lembre que eu fui, quem eu sou e quem eu quero ser.Por mais difícil que a vida seja e nunca posso deixar que as tormentas, as maldades, as argurias e dissabores matem aquilo que me ensinaram na mais tenra idade: caridade, olhar o outro como gente , rir de mim mesmo, ser valente, vencer o meu medo e transformá-lo numa coragem sobre humana. Tudo isso eu aprendi com muita gente que ontem era presente e hoje estão ausentes.
Essa ausência criaram presenças que se manifestam no dia a dia , eu carrego muito de muita gente que cruzou meu caminho e hoje não cruza mais. Ao longo do existir não escolhemos o que irá nos faltar, mas ainda bem que podemos escolher o que realmente pode permanecer, e na verdade, só se leva para o infinito as amizades e amores, pois quando a morte chega podemos viver em que fica , em quem deixamos saudades e propocionamos algo de bom como aquela palavra amiga, aquele café com bobagem, aquele abraço apertado nas horas de dor e desespero.