terça-feira, 15 de maio de 2012

Isso tem que acabar


Ás vezes na vida da gente , as situações vem chegando, como quem nao quer nada , se instalam devagarinho e pensamos que podemos controlá-las. Tudo começou numa brincadeira, relutei muito a ceder , coloquei obstáculos para que não caisse nas armadilhas  dos sentimentos, fugi de você o quanto pude, pois no fundo sabia que isso acabaria mal.
Já me disseram que me entrego de verdade, isso é uma característica peculiar em mim.Estar com alguém significa para mim algo especial, intenso e quente, que faz arrepiar e inebriar, entontecer, sorrir sem motivo e suspirar.
E você me fez sentir tudo isso desde o primeiro olhar, havia uma afinidade inexplicável, as longas conversar on line, me confirmaram a nossa química.Juntos nos tornamos sagazes, uma dupla dinâmica, prontos a fazer algo poribid e temos a certeza que os outros vão nos condenar pelo nosso jeito de estar junto.Estar com você não existe outros, não existe família, compromisso , existe apenas nós.
Confesso que lutei para resistir ao que sinto , racionalizei o que  pude para não gostar de você, percebi o quanto foi em vão, pois não consigo te ver , sem te querer.Me lembro certa vez  que dizia a você que a nossa relação não ia acabar e tinha motivos para afirmar isso.
Se você me perguntar  se te amo, eu digo que ue não sei, mas é , uma força que me atrai , um vício, uma mania.Temo muito no que possa ocorrer daqui para frente: eu me machucar demais e não me reestruturar , e a profecia se cumpra.
Peço que me ajude: quando nos encontrarmos, não me faça lembrar da gente, quero adormecer o que estou sentindo, pois sei que o temos é apenas presente que não se tornará futuro e deve ficar no passado.

A minha São Paulo


Caminhar pelas ruas de São Paulo , seja a pé, ou de ônibus,me fascina pela singularidade do local.Vejo pelas minhas andanças ,na cidade que nunca dorme, a sua fraqueza e sua força. Vejo a força em seus prédios e sua suntuosidade arquitetônica.No entanto, sua fragilidade está no medo estampado no rosto de sua gente que teme a enchente, o ladrão e até o próprio semelhante.
Ao tomar o onibus, o trem e o metrô percebo o silêncio que grita  pelo excesso de impessoalidade e  introspecção de seus usuários que ruminam suas preocupações, prostam-se diante do cansaço e encontram alento no MP3, no celular ora ouvindo música ora falando ao telefone, perdendo a maravilhosa troca com outro, ocasionado com uma boa conversa.
A experiência de estar nesses espaços é inexplicável, pois ao mesmo tempo estamos próximos uns dos outros de forma física e tão distantes nao interação humana.
Outra coisa que realmente impressiona na minha São Paulo e a força da natureza que se mostra na samambaia que cresce pelas fendas dos paredões de concretos meio a ruas movimentadas, àrvores e flores em meio a selva de pedra.Esta cidade séria e ocupada talvez esteja tão sem tempo  de apreciar sua beleza.
Embora tão apressada, sisuda, a minha São Paulo é capaz de me encantar mas pequenas coisas, seja numa planta entre o concret, seja ainda , num ato de bondade entre os trilhos de metro que me fazem acreditar  que a vida  e os sentimentos bons fazem parte dessa metrópole

O que eu vou ser quando crescer







Eu me chamo Pavel, tenho dez anos e vivo em Vársóvia na Polônia.Um dia  disse ao meu avô que eu pedi para papai do céu que nunca tirasse meu Tatá  de mim, porque ele teria que viver para sempre.
Meu avô me colocou no colo  e me  disse que não era possível o papai do céu realizar meu pedido, pois um dia todos nós morreríamos , ou melhor, ficaríamos encantados .
Então ele me perguntou: Pavel, quantos anos você queria ter?
-Queria ter 300 anos, Táta.
-Por que tudo isso?
-Eu queria fazer muita coisa e pouco tempo não dá.
-Bom, meu neto, o que você vai fazer nesse tempo todo.
-Tatá,eu vou:
  • Ser astronauta porque quero conhecer os planetas e as estrelas e conversar com o pequeno príncipe e a sua flor.
  •  Piloto de corrida para ganhar do Schumacher.
  •  Caminhoneiro para levar comida para quem precisa.
  •  Sapateiro  para cobrir os pés de quem tem frio.
  • Plantador de árvore para deixar o planeta mais fresco.
  • Engenheiro para fazer muitas casa na àrvore.
  • Dar a volta ao mundo em um balão em 80 dias como Julio Verne.
  • Ser detetive e ajudar a solucionar crimes como o Sherlock Holmes .
  • Casar-me e ter muitos filhos  e netos para eu contar minhas histórias e ler todos os livros de histórias para eles assim  como você lê para mim, Táta.
Nunca  tinha visto meu avô chorar, até aquele momento,Tatá estava chorando. Talvez eu disse algo de errado e ele não gostou, pedi desculpa, ele me abraçou e disse que não chorava de tristeza, mas sim, de alegria, pois a vida valia muito a pena quando vista pelos olhos de uma criança e vivida pelos sonhos das crianças que tinham a ingenuidade, mas eram capazes de ser verdadeiros e pensar no próximo e no mundo melhor.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Quando ceder não pesa






È fato que em todo relacionamento é preciso ceder, conceder e, aliás, ter bom senso,partilhar e até mesmo fazer algo que não se está muito afim de fazer para ver o outro feliz. A felicidade do outro é capaz de nos levar a grandes esforços pessoais sem sentirmos o peso do trabalho ,isso acontece devido, ao amor presente nas relações humanas.
       Por amor, a mãe passa  noites em claro para cuidar da criança doente e pela manhã vai ao trabalho cansada e quando retorna seu cansaço foi embora ao ver a criança curada correndo pela casa.Ri do choro de seu filho ao cair no chão ,pois trombou com um móvel, ela o socorre e por dentro suspira, ele está vivo  graças a Deus.
       Pelo amor, o namorado busca a namorada todas as noites na faculdade, briga com o sono só para poder levá-la para casa são e salva e dar um beijo de boa noite.Poder ouvir ,com aquele jeito todo dengoso que só  ela tem, que  está com frio e ele abraça e sente o melhor cheiro do mundo que é só dela.Por outro lado ela o acompanha nos entediantes almoços de família dele, mas ele se sente tão bem  em meio aos sobrinhos,avós e tios que ela nem sente o esforço que faz.
       Na amizade, amor sincero que a gente não escolhe, aprendemos a relevar certas ranhetices , ciúmes sem fundamentos ou somos o ombro amigo que tanto precisam, somos aquele palhaço que o amigo precisa em noite de sexta porque a namorada o chutou. Ao vermos que ele está bem nem percebemos o tempo que despendemos e nos sentimos importante por sermos uteis.
       Se por um lado o amor nos dá a capacidade de fazer sacrifícios sem sentir , sem pesar , é preciso ter bom senso para que não se almeje mas do que se pode ter.Esperar mais do que outro pode oferecer, idealizar ações que só o cinema proporciona  as  chances  de nos frustrarmos  aumenta.
       Doar-se sem medida  faz com o que outro sempre leve um pedacinho nós e ao final não sabemos que nós realmente somos , pois nos tornamos tão aquilo que achamos que o outro deseja ,que perdermos o encanto inerente aos primeiros tempos de paixão. Ceder sem bom senso  tira a individualidade e ao fim de uma história nos tornamos um monte de cacos quebrados que levarão tempos para se recompor e nunca ficarão do mesmo jeito.
       A doação sem medida me fez lembrar a frase da personagem Cristina Yang no seriado  Grey’s Anatomy e tomo esse excerto como um exemplo do  ceder sem pesar quando se está apaixonado e as suas influências sobre os seres humanos.
Ele tomou algo de mim. Ele levou pequenos pedaços de mim, pedacinhos de cada vez, tão pequenos que eu nem percebia. Ele queria que eu fosse alguma coisa que eu não era e eu me tornei aquilo que ele queria que eu fosse. Um dia eu era eu, Cristina Yang e, de repente, eu estava mentindo por ele, arriscando minha carreira, aceitando me casar, usar uma aliança e ser uma noiva. Aí eu acabei me vestindo de noiva, fiquei sem sobrancelhas e aí eu tinha deixado de ser a Cristina Yang. E mesmo assim, eu me casaria com ele. Eu teria me casado com ele. Eu me perdi há muito tempo e agora eu finalmente voltei a ser eu mesma, eu não consigo. Eu te amo. Te amo mais do que amei o Burke. Eu te amo e isso me assusta demais, pois quando você me pediu para ignorar a mensagem da Teddy, eu ignorei. E isso nunca mais irá acontecer.
È preciso ter clareza de quem somos e o que realmente queremos ser para que sejamos inteiros e possamos contribuir para cada relacionamento, ninguém precisar ser completado, pois não somos metades, mas devemos ser parceiros e não submissos ao outro.