domingo, 29 de abril de 2012

Um diálogo

Angélica tem pressa de ver Fábio caminha apavorada e com o coração na boca.Faz uma semana que o rapaz não diz as horas e por um milagre conseguem marca um encontro em um café no centro.

                Mentalmente ela já arma uma super discussão com ele, cheia de si e de argumentos.Diz a si: Quem ele pensa que é, passar uma semana sem ligar , como ele some, ele ta pensando que é assim transa,veste a calça e vai embora , eu não sou uma dessas ai que ele ta acostumado,  a gente se conhece há muito tempo , eu merecia alguma consideração.Para que ele me fez perder tempo ele vai se ver comigo, aquele canalha. Aff!!!!!

                Do outro lado da cidade, Fábio dirigia apressado, seu coração e sua cabeça estava mil, pois não queria chegar atrasado, como conhecia bem Angélica, sabia que moça não gostava de atrasos e iria brigar com ele para não perder o costume.Não era o horário que mais preocupava o moço, era o que ele iria dizer a ela pelo seu sumiço.Aliás, Fábio fugiu de Angélica por uma semana, por medo de encará-la , após aquele fatídico sábado em que eles beberam demais e acabaram juntos na cama de Fábio.

                Fábio conhecia Angélica como ninguém e sabia de seu coração cigano que não se apegava ninguém, amigos há mais de 15, viu Angélica se tornar mulher, acompanhou todas as peripécias amorosas delas e sabia que suas paixões não duravam mais que uma primavera e tinha medo de se envolver com ela e ser chutado como todos os outros, pois seu coração tinha asas e era muito livre. Essa liberdade emocional de Angélica era o que a tornava mais apaixonante e fazia dela um objeto de conquista e desejo masculino além de sua simpatia e sua sensualidade entre quatro paredes.

                -Essa mulher devia ser presa viu? Seu beijo era um pecado, seu corpo e sua desenvoltura enlouqueciam qualquer homem – pensava Fábio. Se ela quisesse podia ser dona do mundo, pois teria qualquer homem e fortuna a seus pés. Como conseguia ser tão gostosa, tão fêmea.

                -Acho que encontrei a mulher da minha vida, aquele corpo se encaixou ao meu se sobrar um milímetro, fomos feitos um para outro. O difícil é convencer aquela briguentinha a ficar num porto só.

                Enfim, Fábio chegou ao café que marcou com a moça, estacionou o carro e deu de cara com a moça, com cara de furiosa, aqueles olhos cor de mel, se falassem, queriam torcer o pescoço dele.

- Oi Angélica- disse ele

- Oi seu cachorro- disse ela

-Como assim cachorro, não fala assim meu anjo, disse ele em tom de ironia, pois sabia que ela odiava ser chamada assim.

-Meu anjo o raio que o parta.Escuta aqui seu cafajeste, como você some, quando era meu amigo , me ligava todo dia ,agora que fica comigo, nem aparece.Não sou objeto, eu mereço respeito.

Fábio ria da cara de brava, pois ela ficava linda e a moça ficava mais irritada com o silêncio dele.Então ele diz: Que foi essa braveza, a gente ficou junto por causa de cachaça e não vai rolar mais.Angélica se levantou subitamente , pega a bolsa e Põe dedo na cara de Fábio e diz:

-Fábio Adriano Reis da Costa, eu achei que você diferente de tudo que eu conheci , mas me enganei é só mais um babaca que existe por ai.

Fábio pensou estou encrencado, ela só me chama pelo nome inteiro quando está furiosa e com razão. Nesse momento ela sai apressada do café e ele sai atrás dela, Fábio corre para alcançá-la quando consegue puxa o braço e a abraça com força, ela esperneia e pede para soltar e começa a fazer um escândalo, o moço tascou-lhe um beijo e ela acalma e ele diz:

-Escuta aqui minha briguentinha, como você sai assim de lá, fugindo de mim, eu estava brincando, você não vai embora, porque eu não terminei de te amar ainda. Você é minha e só minha viu. Eu não vou te soltar nunca mais. Angélica chora de emoção e respira de alívio, pois seu amor estava sendo correspondido.

Voltam ao café de mãos dadas e pedem um café com leite para ele e um café bem forte para ela e tudo voltava ao normal, só que agora não mais como amigos e sim como amantes, parceiros, não eram mais Angélica e Fábio, mas a briguentinha e o palhaço, e uma nova história de amor nascia naquele café e se juntavam tantas outras histórias de amor  que surgiam diariamente naquela agitada metrópole.

Nenhum comentário:

Postar um comentário