Um diálogo
Angélica tem pressa de ver Fábio
caminha apavorada e com o coração na boca.Faz uma semana que o rapaz não diz as
horas e por um milagre conseguem marca um encontro em um café no centro.
Mentalmente
ela já arma uma super discussão com ele, cheia de si e de argumentos.Diz a si:
Quem ele pensa que é, passar uma semana sem ligar , como ele some, ele ta
pensando que é assim transa,veste a calça e vai embora , eu não sou uma dessas
ai que ele ta acostumado, a gente se
conhece há muito tempo , eu merecia alguma consideração.Para que ele me fez
perder tempo ele vai se ver comigo, aquele canalha. Aff!!!!!
Do
outro lado da cidade, Fábio dirigia apressado, seu coração e sua cabeça estava
mil, pois não queria chegar atrasado, como conhecia bem Angélica, sabia que
moça não gostava de atrasos e iria brigar com ele para não perder o costume.Não
era o horário que mais preocupava o moço, era o que ele iria dizer a ela pelo
seu sumiço.Aliás, Fábio fugiu de Angélica por uma semana, por medo de encará-la
, após aquele fatídico sábado em que eles beberam demais e acabaram juntos na
cama de Fábio.
Fábio
conhecia Angélica como ninguém e sabia de seu coração cigano que não se apegava
ninguém, amigos há mais de 15, viu Angélica se tornar mulher, acompanhou todas
as peripécias amorosas delas e sabia que suas paixões não duravam mais que uma
primavera e tinha medo de se envolver com ela e ser chutado como todos os
outros, pois seu coração tinha asas e era muito livre. Essa liberdade emocional
de Angélica era o que a tornava mais apaixonante e fazia dela um objeto de
conquista e desejo masculino além de sua simpatia e sua sensualidade entre
quatro paredes.
-Essa
mulher devia ser presa viu? Seu beijo era um pecado, seu corpo e sua
desenvoltura enlouqueciam qualquer homem – pensava Fábio. Se ela quisesse podia
ser dona do mundo, pois teria qualquer homem e fortuna a seus pés. Como
conseguia ser tão gostosa, tão fêmea.
-Acho
que encontrei a mulher da minha vida, aquele corpo se encaixou ao meu se sobrar
um milímetro, fomos feitos um para outro. O difícil é convencer aquela
briguentinha a ficar num porto só.
Enfim,
Fábio chegou ao café que marcou com a moça, estacionou o carro e deu de cara
com a moça, com cara de furiosa, aqueles olhos cor de mel, se falassem, queriam
torcer o pescoço dele.
- Oi Angélica- disse ele
- Oi seu cachorro- disse ela
-Como assim cachorro, não fala
assim meu anjo, disse ele em tom de ironia, pois sabia que ela odiava ser
chamada assim.
-Meu anjo o raio que o
parta.Escuta aqui seu cafajeste, como você some, quando era meu amigo , me
ligava todo dia ,agora que fica comigo, nem aparece.Não sou objeto, eu mereço
respeito.
Fábio ria da cara de brava, pois
ela ficava linda e a moça ficava mais irritada com o silêncio dele.Então ele
diz: Que foi essa braveza, a gente ficou junto por causa de cachaça e não vai
rolar mais.Angélica se levantou subitamente , pega a bolsa e Põe dedo na cara
de Fábio e diz:
-Fábio Adriano Reis da Costa, eu
achei que você diferente de tudo que eu conheci , mas me enganei é só mais um
babaca que existe por ai.

Fábio pensou estou encrencado,
ela só me chama pelo nome inteiro quando está furiosa e com razão. Nesse
momento ela sai apressada do café e ele sai atrás dela, Fábio corre para
alcançá-la quando consegue puxa o braço e a abraça com força, ela esperneia e
pede para soltar e começa a fazer um escândalo, o moço tascou-lhe um beijo e
ela acalma e ele diz:
-Escuta aqui minha briguentinha,
como você sai assim de lá, fugindo de mim, eu estava brincando, você não vai
embora, porque eu não terminei de te amar ainda. Você é minha e só minha viu. Eu
não vou te soltar nunca mais. Angélica chora de emoção e respira de alívio,
pois seu amor estava sendo correspondido.
Voltam ao café de mãos dadas e
pedem um café com leite para ele e um café bem forte para ela e tudo voltava ao
normal, só que agora não mais como amigos e sim como amantes, parceiros, não
eram mais Angélica e Fábio, mas a briguentinha e o palhaço, e uma nova história
de amor nascia naquele café e se juntavam tantas outras histórias de amor que surgiam diariamente naquela agitada metrópole.
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