domingo, 31 de outubro de 2010

E depois

Ana relaxava sobre sua cama, curtia seu corpo nú, sua respiração outrora ofegante aos poucos voltava ao seu ritmo habitual, velava o sono de seu parceiro, que exibia em seu rosto um sorriso de satisfação como um menino que ganha um jogo de futebol.Relembrava os momentos vividos a pouco naquela alcova.Se agora tinha um corpo nú que ressonava , inerte nada se parecia com o homem que a dominava feito um leão faminto capaz de fazer sua presa gritar pedindo mais de sua doce tortura.
Ana nas mãos daquele homem se sentia livre , porém angustiada, sabia quando Carlos aparecia teria noite uma intensa de paixão, amaria, seria amada , desejaria e seria muita desejada. Ah!!! aquele homem era capaz de despertar sentimentos apenas com olhos , pois seu olhar era capaz de despi-lá em segundos por meio de sua imaginação , suas mãos  se encaixam as suas de forma tão perfeita como se fossem feitas uma para outra .Essas mãos grandes de dedos alongados tinha uma enorma facilidade em encontrar sua roupa íntima e arrancá-la com volúpia , pois tinha pressa para amar Ana.O feiche claire de Ana não resistia aos dentes de Carlos, embora a nudez entre esse dois se fizessem com pressa , se amavam como se os relógios não existissem , como se o tempo parasse para observá-los , curtiam cada pedaço do corpo do outro como se fosse um fruto suculento e fresco recém saído do pé de fruta.
A dança dos corpos se fazia lenta e aconchegante e aos poucos se tornava forte e excitante , o ritmo entre eles aumentava de forma frenética como se quisessem se fazer uno e fossem explodir de gozo, diziam coisas desconexas aos ouvidos de um vouyer , mas totalmente intelígivel a eles, não precisava ser dito apenas , exalado, inspirado, sentido e tocado .Em segundos o orgasmo de ambos chega dando fim aquela luta de corpos , Ana sorri de satisfação e Carlos a beija com carinho e a coloca entre seus braços sentindo o cheiro daquela pele deliciosa, suada , o sorriso de satisfação de Ana enaltecia a masculinidade de Carlos e inflava seu ego.
Ana desvincilhou de Carlos e passa a observá-lo , daí viria  sua angústia , tão meu e tão dela , neste momento Carlos fora meu de corpo e alma , mas sei que ao raiar do dia , vestirá a roupa e retornará ao lar em que a esposa o espera para o café , como quem espera um viajante. Carlos realmente era um transeunte , caminhava entre dois mundos , dois amores ,duas vidas. Ana se sentia triste , pois nessa história sempre haveria o tempo presente o agora , mas jamais o depois , pois a ela estava relegado o segundo plano.
Não havia nada depois da noite de amor , não havia cobranças , não havia cumplicidade , não havia plano , não havia futuro , Ana se deixaste emanharar na teia de sedução feita por Carlos.

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